Star Wars: A Ascenção de Skywalker

 

Data de lançamento: 19 de Dezembro nos Cinemas | ( 2h 21min ) | PG-13
Realizador: J.J. Abrams
Elenco: Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega
Géneros: Fantasia, Ação, Sci-Fi, Drama
Produção: Walt Disney Pictures,  Lucasfilm, Bad Robot
Distribuição: NOS Audiovisuais
Sinopse: A Lucasfilm e o realizador J.J. Abrams voltam a unir forças para levar os espectadores numa jornada épica para uma galáxia muito, muito distante, com este novo e final capítulo da saga Skywalker, a fascinante conclusão da saga Skywalker, onde vão nascer novas lendas e a batalha final pela liberdade ainda está para chegar.…[…]

Crítica:

Star Wars chega ao fim com este tão aguardado último capítulo da saga Skywalker, mas será que é uma conclusão satisfatória? Sim e Não. Devo começar por admitir que eu sou um dos poucos que gostou do filme anterior (The Last Jedi), embora não seja perfeito e contenha algumas cenas que são desnecessárias (Tudo com Finn e a Rose), foi uma visão arriscada e nova que tentou enveredar por um novo caminho, caminho esse que se tentava afastar ao máximo do passado. Rise of Skywalker, contudo, ignora este caminho temático que visava abandonar o passado por um futuro novo e, ao invés, volta a abraçar a nostalgia dos passados filmes Star Wars, procurando basear a sua história em temas familiares e já revistos anteriormente nesta saga.

Desta forma, enquanto The Force Awakens abraçou o passado, celebrando-o, a filosofia de The Last Jedi era completamente sobre desprendermo-nos do mesmo, tentando deixar claro que não são as nossas raízes que nos definem, algo que Rise of Skywalker desfaz dentro de minutos, tentando ao invés conjugar uma mensagem sobre família e amizade e voltando à filosofia original que J.J.Abrams introduziu com The Force Awakens.

Os primeiros momentos deste novo filme concentram-se em tentar reescrever o caminho que havia sido tecido pelo filme anterior, tentando corrigir as coisas que deixaram os fãs mais ávidos a ferver de raiva. Em minutos, é introduzida à audiência uma quantia descomunal de exposição de enredo, que se estende durante a primeira parte do filme, enterrando o espectador com camadas de informação que melhor seriam transmitidas caso este primeiro ato de Rise Of Skywalker fosse em si um filme (com o devido tempo para melhor desenvolver a história).

O que é mais evidente neste último capítulo da saga, é a falta de orientação que regeu esta nova trilogia. É claro que desde The Force Awakens não havia um plano bem definido sobre qual o percurso que a história deveria tomar, o que, no final, leva a uma falta de foco na principal mensagem que tentam transmitir e faz com que este filme contenha demasiadas coisas para tão pouco tempo de duração.

O filme é um misto de bom e mau, e devo dizer que a narrativa em si não é má, contendo ideias interessantes e momentos de caracterização que deixarão qualquer pessoa que adore estas personagens sensibilizada. Daisy Ridley e Adam Driver brilham durante o filme inteiro, com interpretações admiráveis e cenas que desenvolvem ambas as suas personagens de uma maneira satisfatória. No geral, todas as interpretações são de louvar, sendo que John Boyega como Finn acaba por ser mais carismático neste último capítulo da saga. A forma como lidam com a prestação de Carrie Fisher é também admirável e bonita, e irá certamente encher os cinemas de lágrimas agridoces.

Os efeitos especiais, como é de esperar, são de cortar a respiração, e levam à construção de sequências incrivelmente épicas, especialmente a última batalha do filme, uma batalha com todo um espectáculo explosivo que pregou à cadeira da sala de cinema.

No seu todo, Star Wars: Rise of Skywalker não é um mau filme, é conclusão relativamente satisfatória, embora longe de perfeita, à saga. É uma divertida viagem para todos aqueles que procuram um verdadeiro blockbuster, e caso sejas fã ávido da saga, sou da opinião que este filme deve ser visto para que possas ser tu mesmo a decidir se gostas ou não dele.

No meu caso, saio ligeiramente desapontado, mas ao mesmo tempo relativamente satisfeito com esta conclusão.

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Nota: