Halloween (1978)

 

Filme: Halloween
Data de lançamento: 16 de Novembro 1979 | ( 1h 31min ) | R
Realizador: John Carpenter
Elenco: Donald Pleasence, Jamie Lee Curtis, Tony Moran
Géneros: Terror, Mistério, Thriller
Produção: Compass International Pictures, Falcon International Pictures
Distribuição:
Sinopse:  Na noite de Halloween, em 1963, na pacata cidade de Haddonfield, Illinois, Michael Myers (Will Sandin), assassina a irmã mais velha à facada. Passados 15 anos, no mesmo dia de Halloween, Michael (Nick Castle), agora com 21 anos, foge do sanatório onde tem estado encarcerado, e regressa a Haddonfield. Preparando-se então para mais uma matança durante a noite de Halloween.[…]

Crítica:

A 31 de Outubro, (quase) todos os anos, há um filme que que revejo, um filme perfeito para a festividade retratada pelo mesmo, um clássico irrevogavelmente perfeito, um clássico que originou (praticamente) todo um género de terror, assim como um ícone que nos assombra há 41 anos. Esse clássico é, como já perceberam, Halloween, nascido da mente do mestre de terror e suspense John Carpenter que revolucionou o cinema como ele era conhecido na altura.

O filme abre com uma cena icónica, um homicídio aterrador assim que descobrimos quem o comete. É uma abertura icónica, que consiste num longo take que segue alguém mascarado, demonstrando o génio e a mestria de Carpenter na sua realização, demonstrando a sua capacidade incrível de construir tensão e estabelecendo no processo um tom arrepiante e atmosférico que se estende ao resto do filme. Com uma cena de fazer gelar o sangue, Carpenter deixa o espectador expectante e com os nervos em franja.

Segue-se a esta incrível abertura, a introdução do fantástico Dr. Loomis, interpretado pelo incrível Donald Pleasence numa fantástica prestação, que procurou explorar do mal e da sua casualidade até perceber que este deveria ser contido. Como tal, Loomis é uma personagem interessante, uma força que procura a todo o custo impedir um psicopata monstruoso de cometer as ações maldosas que tanto anseia cometer. Loomis é realmente uma personagem incrível, com monólogos excelentes e uma motivação credível que faz com que o espectador se sinta investido na sua demanda contra o mal.

Após a cena introdutória de Loomis, é-nos dada a conhecer Laurie Strode, interpretada pela maior e mais conhecida Scream Queen da sua década: Jamie Lee Curtis, cuja prestação a catapultou para o sucesso (e um papel que nunca esqueceu, dado que já o interpretou várias vezes). Laurie é a rapariga virginal que modelou muitas das heroínas do mundo do terror que a seguiram, pois é inocente, mas forte e extremamente carismático, providenciando-nos uma personagem perfeita par quem nós, espectadores, iremos torcer até ao último minuto.

O terror presente em Halloween não é barato, não necessita de jump scares constantes para assustar a audiência, ou de mortes extremamente nojentas que são nada mais que violência gratuita, ao invés, Carpenter utiliza a atmosfera, o desconhecido e o medo da aleatoriedade inerente a certos crimes inexplicáveis para induzir desconforto e suspense. Michael é o assassino perfeito, uma máquina da matança, moldado apenas para o ato de tirar vidas e é a sua falta de motivação para cometer estes atos hediondos de homicídio assim como a sua fisicalidade monstruosa que o deixam presente nos nossos piores pesadelos. É uma brilhante exposição do mal, um excelente estudo do medo e Carpenter adora fomentar o medo dos espectadores com visuais arrepiantes e uma banda sonora memorável.

A história em si é simples, mas talvez seja esta simplicidade que a torna tão real e assustadora. A sua execução é também perfeita, repleta de nuances e cuidado, algo que é raro nos filmes de terror maioritariamente comerciais dos dias de hoje.

Pode não apelar àqueles que esperam extrema violência e barulhos horripilantes altos, mas este filme é brilhante e essencial para as amantes de terror, mantendo uma qualidade intemporal, e garanto que irá arrepiar qualquer um. É dos meus filmes favoritos, um clássico imortal e perfeito para visualizar no dia das bruxas.

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Nota: