Countdown (2019)

 

Filme: Countdown
Data de lançamento: 7 de Novembro 2019 | ( 1h 30min ) | PG-13
Realizador: Justin Dec
Elenco: Elizabeth Lail, Jordan Calloway, Talitha Eliana Bateman 
Géneros: Terror, Mistério, Thriller
Produção: Boies / Schiller Film Group, Wrigley Pictures
Distribuição: Cinemundo
Sinopse:  Uma jovem enfermeira (Elizabeth Lail) descarrega uma app que consegue prever a data da morte de cada pessoa. A ela só lhe restam três dias de vida… O destino está traçado e o relógio não para de contar. Ela tem de encontrar uma maneira de se salvar, ou então, morrer a tentar![…]

Crítica:

Countdown é mais uma das recentes tentativas de Hollywood de gerar um rápido ganho com um pequeno investimento, mais um filme sem alma e produto de um sistema que desperdiça premissas com potencial em filmes genéricos.

O filme segue Quinn Harris, uma rapariga que decide fazer download de uma aplicação que consegue prever quanto tempo falta até à nossa iminente morte. Contudo, tudo se complica quando Quinn descobre que tem pouco mais do que dois dias até à sua previsão de falecimento e coisas estranhas começam a acontecer à sua volta. Lendo uma pequena descrição destas, não podemos deixar de ficar intrigados em relação ao que o filme poderá oferecer, sendo que vivemos num mundo dependente de tecnologia e de aplicações que nos facilitam a vida diariamente.

Mas, ao invés de observarmos no ecrã uma premissa com potencial explorado ao máximo, somos obrigados a visualizar uma amálgama genérica de Jump Scares a cada minuto, sem qualquer tipo de tensão, sem qualquer tipo de terror. O filme é realmente mais do mesmo, mais do que já vimos milhões de vezes, sem oferecer nada de novo, sem sequer tentar ser original (dado que, na sua execução, se assemelha à saga de filmes O Último Destino, apenas sem as elaboradas mortes sangrentas que tornaram os 5 filmes tão famosos), contendo apenas uma cinematografia e realização relativamente decente.

É realmente uma pena observar ideias como a que deu origem a este filme serem desperdiçadas, serem transformadas em guiões repletos de mitologias inexploradas, básicas e diálogos monótonos e triviais. As personagens que nos são apresentadas são superficiais, sem qualquer tipo de características distintas (embora os atores façam um bom trabalho com o material que lhes é fornecido), as situações em que se encontram são familiares, muitas das cenas do filme são involuntariamente hilariantes (o que não é suposto acontecer quando se pretende assustar a audiência) e o tom do filme oscila tanto (às vezes tenta ser completamente terror, outras uma espécie de amálgama de comédia e terror) como as ondas do pacífico.

No seu todo, este é um filme que não vale de todo a pena, um produto de um estúdio à procura de dinheiro fácil, sem realmente querer presentear a audiência com algo digno da sua atenção. Este é o pior tipo de filme de terror: o sem integridade artística.

< Voltar

Nota: