A Maldição da Mulher que Chora

 

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Filme: A Maldição da Mulher que Chora 
Data de lançamento: 18 de Abril 2019 | ( 1h 33min ) | R
Realizador: Michael Chaves
Elenco: Linda Cardellini, Raymond Cruz, Marisol Ramirez
Géneros: Terror, Mistério, Thriller
Produção: Atomic Monster, New Line Cinema
Distribuição: NOS Audiovisuais
Sinopse: La Llorona. Ou a Mulher Que Chora. Trata-se de uma horrenda aparição, que se encontra entre o Céu e o Inferno, aprisionada num destino terrível que ela própria originou.  Ainda em vida, num ataque de fúria provocado por ciúmes, La Llorona afoga os próprios filhos num rio revoltoso, lançando-se de seguida atrás deles. Quem ouvir o seu choro, durante a noite, ficará amaldiçoado.[…]

Crítica:

A mulher que chora, a entrada mais recente do universo Conjuring, é sem dúvida alguma o filme mais medíocre que assenta na categoria de terror que vi este ano. Contudo, não posso negar que é também extremamente divertido, especialmente na companhia de bons amigos.Passo a explicar: Tal como os filmes do franchise que o antecedem, a maldição da mulher que chora não passa de mais um genérico enredo de assombrações, repleto de jump scares constantes, com a intenção de fazer o público saltar no seu lugar. Já vimos este filme várias vezes anteriormente, com uma família assombrada que tenta procurar ajuda na face do perigo, apenas para ser socorrida por uma espécie de “exorcista” que os irá orientar na luta contra o mal.

O filme é também, no seu todo, uma oportunidade perdida de explorar realmente bem a lenda que carrega o seu nome, dado que esta é passada de boca em boca há centenas de anos, de forma a garantir um bom comportamento por parte das crianças mais pequenas. E dado a riqueza estética e cultural do país de origem da lenda, o México, é evidente que os produtores, guionistas e realizador poderiam ter feito mais com o material que acompanha a história da chorona e do país em si (Li, algures, que o filme deveria ter sido rodado no país de origem da lenda e não consigo discordar, dado que atribuiria ao filme um calibre superior, na minha opinião). Mas a verdade do produto final que obtivemos, é que este é um filme de estética genérica, muito semelhante a todos os outros filmes do universo conjuring, escolhendo Los Angeles como local de rodagem, um local típico e comum entre filmes.

Também as personagens, apesar de interpretadas excelentemente pelos atores, não passavam de pessoas genericamente ignorantes ao perigo que as rodeava, constantemente preparadas para cometer erros ilógicos tipicamente encontrados neste tipo de filme. No geral, uma oportunidade perdida.

Mas dito isto, o filme tem os seus momentos de esporádicos visuais encantadoramente arrepiantes (especialmente uma cena envolvendo um guarda chuva) e não deixa de ser incrivelmente divertido (por mais burro que seja), para uma noitada de cinema com o grupo de amigos. Na verdade, este filme é bem melhor que The Nun (o que não é muito difícil), e apesar de não se cometer à promessa de uma história bem aproveitada, tem vestígios de grandeza que permitem alguns momentos de gozo por parte de uma audiência que aprecia o terror, principalmente quando constrói tensão através da expectativa dos seus tão utilizados jump scares (apesar de a maioria deles serem extremamente previsíveis e cliché).

A maldição da mulher que chora é familiar, demasiado familiar, mas não deixa de ser ocasionalmente divertido.

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Nota: